Lenda dos Profetas

Habitava na ilha, no século XVI, um pastor e agricultor, que em tempos tinha sido marinheiro e que ganhou a alcunha de Bravo, por ser destemido.
Era um homem solitário, com poucas relações com os restantes habitantes. Valendo-se do mistério que circundava a sua vida, fez-se passar por um profeta inspirado pelo Espírito Santo, que lhe guiava os passos e ditava as palavras.

Uma noite desceu ao povoado, trazendo uma campainha e alvoroçou o povo que correu de todos os lados para ver o que se passava. O Espírito Santo ocupava a alma do profeta “Fernão Nunes” mandando-o desvendar publicamente os defeitos e as culpas secretas de toda a gente. O Povo foi-se deixando levar pelo pastor, acontecendo tamanhas barbaridades.

Até que um dia três habitantes da Ilha que não acreditavam nas palavras do tal profeta, foram para Machico pedir ajuda às autoridades. O pastor foi preso juntamente com a sua sobrinha Filipa, que também estava envolvida, sendo mandados para o tribunal de El-Rei. Foram condenados a estarem à porta da Sé de Évora durante a missa de terça, com círios acesos na mão e grande letreiros onde estava escrito: “Profetas do Porto Santo”.

O povo do Porto Santo é alcunhado de “Profeta”, ainda nos dias de hoje, devido a esta situação caricata.

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